quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MILHO BOM

Esta é a história de um fazendeiro que venceu o prêmio "MILHO-CRESCIDO".
Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivava o seu milho para que ficasse assim tão bonito e crescido, a ponte de sempre ganhar o prêmio máximo de qualidade. Então o mesmo respórter descobriu que aquele fazendeiro compartilhava a semente do milho que ele plantava com os seus vizinhos também agricultores e perguntou:

-"Como o senhor pode se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos, quando eles estão competindo com o seu, todo o ano?"

-Por que faço isso? - disse o fazendeiro - Você não sabe? O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através dos campos em que os mesmos estão sendo cultivados, plantados e depois colhidos. Por exemplo, se os meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização é o degradar continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar também milho bom".

Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não poderia melhor a menos que o milho do vizinho também melhore. Assim também em outras dimensões. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhhos estejam em paz.. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar também milho bom. É uma questão de lógica e reciprocidade. É a lei da vida: mais com mais dá mais. Ou alguém duvida disto?


Autor desconhecido

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A SAGA DE UMA ANEMIA CRÔNICA

MISTÉRIO NA UTI

O que ocorreu comigo na madrugada do segundo dia na UTI foi algo inexplicável, fora do comum, inusitado, atípico, difícil mesmo de ser esclarecido. Na minha opinião, não ouve alucinação, delírio da minha parte. Opinião esta contestada pela equipe médica. Tinha plena consciência como 2+2 são 4 que naquela fatídica madrugada eu não vi nenhum fantasma e muito menos tive algum pesadelo. Pareceu tudo muito nítido e consciente. O certo ou errado é que o ocorrido deu panos pra manga, ou seja, gerou muitos comentários. Causou até uma celeuma na UTI logo que o dia amanheceu, principalmente com o médico, chefe da equipe querendo saber realmente o que aconteceu e, principalmente, porque recusei uma coleta de sangue que era obrigatória para a análise do meu tratamento ali. Mas vamos aos fatos:
Madrugada de sábado. A hora não dava para precisar, pois o relógio digital que estava na parede me parecia com um defeito, pois ficava repetindo os mesmo números. Então vi uma funcionária se aproximando com uma seringa e como o local não estivesse bem iluminado, só percebi que se tratava da mesma funcionária da noite anterior, só que os cabelos da mesma estavam tão em desalinhos, estranhos, que cheguei a me assustar um pouco. Será que ela acabara de acordar? E logo que se aproximou do meu leito e anunciou que ia fazer mais uma coleta de sangue e diante daquela figura fantasmagórica, num ímpeto de rebeldia, não permiti que isto acontecesse e falei:
-Coletar sangue? De novo? É festa agora?
Percebei que ela não gostou nada daquilo e sem insistir deixou o ambiente, mas logo a seguir veio um enfermeiro, por sinal, também já o tinha visto antes e acendeu todas as lâmpadas e com muita educação também tentou colher o material:
-E aí, seu João, vamos lá. O médico precisa deste exame para dar continuidade ao seu tratamento. É para o seu bem!
-Sinto muito. Sei muito bem de tudo isto, mas não vou permitir fazer isto de novo. Estou me sentindo bem melhor.
-Seu João, isto quem pode dizer é só o médico. Mas, pensando bem, é bom saber que o senhor esteja melhorando mesmo. Dá para perceber pela sua rebeldia.
O dia já ia amanhecendo quando consegui cochilar um pouco, mas logo despertei com uma movimentação estranha na UTI. De repente, uma médica, de descendência oriental, nova e bastante educada, foi muito objetiva e incisiva. Chegou disposta a saber o motivo pelo o qual eu não deixei ninguém fazer a coleta de sangue naquela madrugada que passou. Infelizmente, como eu não dispusesse de nada concreto para comprovar aquela minha ojeriza com relação à enfermeira descabelada e com ar sonolento, ficou o dito pelo não dito.
Sem conseguir as conclusões que ela desejava, a médica deixou o quarto, mas antes falou:
-O senhor brevemente vai receber a visita do nosso chefe.
Realmente, às sete horas, o chefe da equipe, como já estava a par de tudo que ocorreu, simplesmente se aproximou e sem conversar muito, me examinou, coletando inclusive uma amostra de sangue no meu dedo e duas horas depois, os enfermeiros chegaram e me transferiram para um CTI (Centro de Tratamento Intensivo) que ficava no mesmo andar, ao lado da UTI. Aqui passei a ter outros cuidados, outra alimentação e não demorou muito fui logo transferido para uma enfermaria. Aqui sim, seria bem melhor. Não tão bem quanto na casa da gente. Mas pelo o menos, poderia andar e ir ao banheiro sozinho.
A minha esposa quando chegou para a visita, juntamente com uma vizinha, ficaram surpresas com a minha súbita recuperação. Ficaram também impressionadas com o que aconteceu naquela madrugada. Ninguém entendia nada e muito menos eu. Parece até que eu havia recebido a visita de um anjo, o qual veio me comunicar que Deus resolvera me dá mais uma chance para continuar vivendo. Algum projeto Ele tinha reservado para mim. E chorei de alegria por causa deste pequeno milagre. O médico que havia falado para a minha esposa, logo que eu dei entrada na UTI, que poderia se "preparar" para o pior, além de ser um grande pessimista, pelo visto, não entendia muito dos desígnios de Deus. Aliás, nós seres humanos jamais iremos entender. Mas só que nunca devemos duvidar daquilo que denominamos de FÉ!

Próxima postagem: Confirmação de Alta!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CONFESSO QUE EU LI

Livro: FELIZ POR NADA

Autora: MARTHA MEDEIROS


Taí, para quem gosta de uma leitura fácil, deliciosa, amena com temas variados e sem obrigação de ler o livro na sequência, basta escolher o título das belas crônicas do FELIZ POR NADA e se deleitar. Na minha opinião, sem querer compara, mas já comparando, o modo desta inteligente escritor e jornalista escrever, assemelha ao renomado escritor Fernando Sabino, cujos livros de crônicas são insuperáveis. Sempre retratando o cotidiano das pessoas com maestria, ambos são um prato cheio para uma leitura, sem dúvida, agradabilíssima. Várias crônicas me chamaram a atenção e exigiu uma releitura, a principal delas foi QUANDO OS CHATOS SOMOS NÓS. Só que, as demais tambem, aliás, todas merecem ser lidas com atenção. Inclusive, repito, podemos ler FELIZ POR NADA do fim para o começo e tanto faz. O efeito é o mesmo. Cada página, cada crônica uma emoção. Valeu a penas, Martha Medeiros. Recomendo!

Joboscan de Araújo

domingo, 26 de fevereiro de 2012

TIRANDO DÚVIDAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

GRAMA


"Quinhentas gramas" ou "quinhentos gramas"? A trdição da língua ensina que "grama" é palavra feminina quando ná nome ao vegetal. Quando indica medida de peso (os físicos dizem que não é peso, é massa), a plavra é masculina: "cinquenta gramas de isca", "duzentos gramas de ostrs", "seiscentos gramas de linguado", "quinhentos grmas de camarão". Na língua viva, no entanto, é muito raro o uso dessas formas.


GRÁTIS


"Gátis" ou "gratuito"? Numa mesma loja, veem-se dois anúncios. No primeiro, "Colocação grátis". No segundo: "Colocação gratuita". "Grátis" é advérbio e, por isso, deve modificar basicamente verbos. "Grátis", corresponde a "gratuitamente" de graça". Portanto basta pensar que, se for possível usar "de graça" ou "gratuitamente", será possível usar "grátis": "Estacione gratuitamente/Estacione de graça/Estacione grátis". Se for possível essa substituição, use o adjetivo "gratuito" (ou "gratuita"): "Estacionamento gratuito/A entrada é gratuita.



GRAU



Os adjetivos variam em grau quando se desejam comparar ou intensificar as características que denotam. Há, portanto, dois graus do ajuetivo: o compartivo e o superlativo. Pode-se comparar a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas a um mesmo ser. O compartivo pode ser de igualdade ("Ele é tão responsável quanto eu"), de superioridade ("Ele é mais responsável do que eu", "Essa solução é melhor do que a outra") ou de inferioridade ("Ele é menos responsável do que eu", "Somos menos passivos que tolerantes"). O grau superlativo, forma pela qual a característica atribuída pelo adjetivo é intensificada, pode ser relativo ("Ele é o mais exigente de todos", "Você é omenso atento da sala") ou absoluto ("Ele demasiadamente exigente", "É um artista originalíssimo")


GRAVIDEZ


Você sabia que "grávida" e "prenhe" são sinônimos e, portanto, "gravidez" e "prenhez" também o são? E como fica o plural de" gravidez"? Esse plural é feito como o de qualquer palavra terminada em "z": "luz/luzes", "raiz/raizes", "juiz/juizes", "prenhez/prenezes", "gravide/gravidezes". Uma mulher que tenha dado à luz duas vezes pode perfeitamente dizer que suas duas gravidezes foram tranquilas.


GROSSO MODO


"Grosso modo" ou "a grosso modo"? A expressão é "grosso modo". Não estranhe! Não está faltando um "a" Trata-se de uma das tantas expressões latinas que se mantêm como no original:"grosso modo". Por razões perfeitamente compreensíveis, muita gente aportuguesa a expressão e acaba por usá-la com um "a" (a grosso modo"). Não há quem a abone assim.


Comentários dos Professor Pasquale Cipro Neto


Dicionário da Língua Portuguesa

Gold Editora Ltda

sábado, 25 de fevereiro de 2012

MENTIRAS INOFENSIVAS & PARADOXOS CORRIQUEIROS

"ESTE É UM CASO ISOLADO"


Por que será que quando acontece algum sinistro, acidente ou desmoronamento e suas causas não são assim tão nítidas, objetivas, sempre a pessoa que se prontifica a responder sobre aquela tragédica, sobre aquele acontecimento, aquele assunto, logo com esta evasiva: "Lamentamos muito o que aconteceu. Só que este é um fato isolado." E pronto. Falando assim, o tal porta-voz da construtora, do condomínio ou o prefeito, engenheiro, o governador ou secretário e seja lá quem for, achando que respondendo só assim já é o suficiente e todo o mundo se dá por satisfeito por esta resposta sucinta e incoerente. Ledo equívoco. Que disparate! Será que o (a) autor (a) desta frase acha que as pessoas de modo geral são tão burras e otárias? Ora, se ele (a) não é capaz de saber o motivo real daquele acidente ou fato inusitado, melhor seria que se omitisse e desse a oportunidade para outra pessoa mais idônea falar. Pois querer justificar o imponderável ou o injustificável, o que é pior, querer tapar o sol com a peneira aí já é muita estultície e por que não dizer, burrice mesmo!



Joboscan de Araújo